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Os fluidos frigorigéneos naturais

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Os fluidos frigorigéneos naturais

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continuam a consolidar-se como a alternativa mais eficiente e sustentável para instalações de refrigeração industrial e comercial, bem como para aplicação em bombas de calor

Os fluidos frigorigéneos naturais continuam a demarcar-se como uma alternativa eficiente e sustentável aos gases fluorados com efeito de estufa, participando na redução do impacto ambiental não só pelo seu baixo PAG, como pela carga de gás, desde que respeitadas as normas mais exigentes de segurança, nomeadamente quanto à relação de carga de fluido e volume do espaço, sem comprometer o desempenho e a fiabilidade operacional.

Entre os fluidos naturais tem merecido atenção o fluido frigorigéneo R-290, conhecido como “gás propano”. Pertencendo à família dos hidrocarbonetos (HCs), trata-se de um fluido de elevada pureza, inflamável da classe A3, com destaque para a sua baixa toxicidade e o seu baixo potencial de aquecimento global (PAG) de 0,02, e com potencial de destruição da camada de Ozono igual a zero. Pelas suas características, permite uma redução entre 40% e 60% menos de massa de fluido, face aos fluidos sintéticos HFC e ODP, com um excelente desempenho termodinâmico, permitindo a otimização do consumo de energia, daí resultando uma eficiência operacional interessante, devido a uma elevada capacidade volumétrica e a um excelente coeficiente de transferência de calor, podendo empregar-se em climas mais exigentes com ondas de calor, adaptando-se a regime tropicalizado para temperaturas ambientes de até 45 ºC.

O ponto crítico reside na sua alta inflamabilidade que obriga que os seus componentes elétricos estanques e antideflagrantes, com proteção ATEX, para evitar que qualquer faísca possa iniciar uma ignição em caso de fuga e o risco de explosão. Por isso, quando o respetivo equipamento é instalado em zonas técnicas fechadas, obriga a uma carga de fluido reduzida, entre 150 g e 500 g consoante as Normas aplicáveis (EN 378 e IEC 60335-2-89).

Se a instalação do equipamento for totalmente no exterior, então a carga de fluido permitida é aumentada para valores próximos da ordem de 4,94Kg por circuito (Norma IEC 60335-2-40) para bombas de calor e de 500 g por circuito para equipamento de refrigeração comercial (Norma IEC60335-2-89). Se tivermos em conta a Norma EN378, considera-se o risco de acumulação de gás negligenciável em caso de fuga de gás, não apresentando o risco de explosão como na instalação interior.

Para mais informações consulte o Departamento Técnico e a bibliografia já existente e disponível sore os Fluidos Inflamáveis.

29/05/2026

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